Vai ser feliz

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Beija teus pecados,

Agarra teus erros,

Honra tua história,

E brinda tuas vitórias.

 

De experiências, bem vividas,

Assim se faz a vida,

Aproveita cada milésimo de segundo,

Do minuto, da hora marcada.

Abraça tuas oportunidades,

Mas abraça com garra e com gosto.

 

O suor que hoje derramas,

Será a limonada que amanhã irás saborear,

Curtindo uma piscina, sem o tempo, de se importar.

 

Junta tuas lagrimas,

Junta tuas experiencias ruins,

Afoga uma nas outras,

E segue em frente,

Vai ser feliz.

O Demonologista

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Especificações do Livro :

Encadernação: Brochura
Formato: 21 x 14 x 2,6 cm
Número de páginas: 320
ISBN: 8566636406
Autora: Andrew Pyper
Tradutoras: –
Editora: DarkSide®
Idioma: Português
Gênero: Literatura estrangeira – Romance
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Sinopse:
Basta ler para crer “A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe”, escreveu o poeta francês Charles Baudelaire. Já a grande astúcia de Andrew Pyper, autor de O Demonologista (DarkSide Books, 2015), é fazer até o mais cético dos leitores duvidar de suas certezas. E, se possível, evitar caminhos mal-iluminados. O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma. Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno. Este é um daqueles livros que você não consegue largar até acabar a última página, ainda que vá precisar de muita coragem para seguir em frente. O Demonologista ganhou o Prêmio de Melhor Romance do International Thriller Writers Award (2014), concorrendo com autores como Stephen King. Entrou em diversas listas de melhores livros de 2013, foi finalista do Shirley Jackson Award (2013) e do Sunburst Award (2014), chegou ao topo da lista dos mais vendidos do jornal canadense Globe and Mail e foi publicado em mais de uma dezena de países. O Demonologista chega agora aos leitores brasileiros numa luxuosa edição em capa dura como só a DarkSide Books sabe fazer. Leia O Demonologista antes de ele chegar ao cinema, nas mãos de Robert Zemeckis, diretor de Forrest Gump (1994) e da trilogia De Volta Para o Futuro (1985-1990). ANDREW PYPER (1968) é o premiado autor de seis romances, entre eles Lost Girls (1999), vencedor do Arthur Ellis Award, selecionado pelo New York Times como um dos livros do ano, e best-seller nas listas do New York Times e do Times (Inglaterra). Seu livro The Killing Circle (2008) foi eleito o melhor romance policial do ano pelo New York Times. Três romances de Pyper, incluindo O Demonologista, estão sendo adaptados para o cinema. E ainda assim, seus livros continuavam inéditos em nosso país. Claro que tinha que ser a DarkSide Books para trazer esse mestre moderno do terror e suspense para o Brasil.
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Resenha:

Muita referência a Milton. Recomendável ler Paraíso Perdido, o livro que inspirou Andrew Pyper a escrever O Demonologista.

No primeiro momento somos apresentado a David Ulman, um brilhante professor de história e filosofia de uma universidade renomada. Sua tese se baseia-se em Milton. Um professor cético com problemas no casamento. Recebe uma proposta de emprego, para resolver um caso. Um pedido estranho e direto. David resolve então, tirar férias com a filha de apenas 11 anos, Tess. No momento em que aceita o emprego, ele se arrepende, pois é mais do que ele pode lidar, ele agora trava uma trajetória, em busca do inominável (o demônio), após o mesmo levar sua filha. David busca respostas ao desaparecimento de Tess, a qual todos pensam ter morrido, e achado que ele finalmente ficou louco. Com a ajuda de O’Brien, sua amiga, ele traça uma longa viagem pelos Estados Unidos, seguindo pistas deixadas pelo Diabo. Um leitura fluida e linear.

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NOTA:
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Silêncio

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Não me julgue,

Se afaste,

Não pergunte,

Se afaste.

 

O silêncio foi o melhor que pude dar,

Ele não agride com palavras de pedras,

Ele só incomoda um pouco.

 

Não tente entender,

Se afaste,

Não tente dizer que se importa,

Se afaste.

 

Você nunca se importou,

Terceu sua teia,

Enrolou suas mentiras,

E assim fez vitimas.

 

Eu? Ela? Ou a outra?

Quantas eram? Não sei.

Seus flertes bem visíveis,

Seus teatros bem a vista.

 

Não me agrida com a intenção que eu responda,

Suas palavras se esvaziaram por entre meus dedos,

Deixando um tanto faz para tudo.

Os rostos conhecidos emaranhado-se,

O café esfriando-se pouco a pouco,

E o coração congelando-se.

 

 

Rotina

Era manhã, as olheiras estavam bem a amostra, ela se olhou no espelho e contemplou aquela imagem acabada,o cabelo branco como flocos de neve, caídos em uma franja reta nos olhos. Era mais um dia que teria que sobreviver aquilo tudo. Calantha sentou-se na cama novamente e fitou o vazio. Estava sozinha como sempre, as noites mal dormidas tinham dois únicos motivos: o seu filho ou o cara que bagunçava sua cabeça. Teria passado a noite se virando para o lado e para o outro, a busca de conseguir dormir, quando não conseguia dormir, se fechava no seu mundo literário, lia de romances bobos a possessões demoníacas. Por mais que passassem dias a fio com medo, ela agradecia o desvio de pensamentos dele. Ela agora deitava de novo na cama, e olhava ao seu lado aquele pequeno serzinho lindo. Uma bolota fofa. E sorria. O filho dela dormia com a bundinha pra cima, e a chupeta na boca, fazia um barulho pequeno, parecido com um ronco. Ela pegou o celular, oito mensagens. Quatro eram só da sua mãe, duas eram bom dia de dois amigos e as outras duas era dele. Ela abaixou a cabeça, esfregou os olhos, e rebolou o celular de volta na cama. Pegou seu filho, colocou no berço. dirigiu-se a cozinha. Pôs água pra ferver, arrumou os brinquedos espalhados pela sala. Alinhou tudo na estante. Foi ao banheiro, terminou de fazer o xixi matinal e jogou-se no banheiro, tomou banho rápido. Dirigiu-se ao guarda roupa se vestiu. E ouviu aquele chorinho conhecido, indicando que seu filho tinha acordado, trocou sua fralda, e o pegou nos braços dirigiu-se a cozinha desligou o fogo. pos o bebê no sofá. Ligou a TV no desenho favorito dele. Deu água a ele. Foi fazer o leite dele. Tirou as roupas do varal.. Fez uma xícara de café e sentou no sofá ao lado do filho contemplando a vista dos prédios, da varanda do seu decimo andar. Observou o filho, que desceu do sofá e foi em direção a varanda, tentar bisbilhotar o que tinha além da mureta ao qual ele não conseguia enxergar, ficou de pontas de pé e mesmo assim não conseguia ver. Ela observou com curiosidade o que o filho fazia. Ele virou-se e foi em direção a ela, agarrou no dedo dela e a puxou. Ela levantou-se e o deixou guia-la, chegando na varanda, ele apontou pra cima  e pediu braços. Ele o colocou  de novo nos braços, deixou a caneca vazia na estante. e olhou pra vista de prédios. O filho agora gargalha e batia palminhas. E olhou que a quele simples gesto o deixava feliz. Demorou-se mais um pouco ali com ele e ele pediu pra descer. Ela colou no chão e deu seu caminhão de brinquedo.  Depois pegou a caneca, vazia e dirigiu-se a pia. colocou água  e deixou ela repousada lá. Lembrou-se do celular e das mensagens de sua mãe que não responderá. correu ao quarto, pegou seu celular, respondeu ela e os amigos. E olhou de novo a mensagem dele. Abriu, leu e ficou parada pensativa. Voltou pra sala com celular na mão e olhou pro filho traquinando. Riu, tirou ele de onde estava, disse que não era pra mexer ali e deu seus brinquedos a ele, pegou o celular de novo, ainda aberta na mensagem dele. Ela não sabia o que responder. Metade dela queria dar oi e bom dia e fingir que nada acontecia. Mas tudo havia acontecido. Tudo que ela não espera. Coisas escondidas, conversas estranhas, o modo com ele agia furtivamente, sem querer dar satisfações. Ela o acompanhava, cada curtida, cada interação em redes sociais. Até que ela se machucou, cansou e não soube mais como agir. Ela era mais uma novamente. Havia caído mais uma vez numa lábia. O rosto inocente dele, o modo quando se expressou quando era acusado das coisas. Eles já haviam brigado duas vezes. Por mais distantes e chateada, ela sofria mudança de humores sem entender. E quando falava com ele, via que ele estava do mesmo jeito. O que era isso? O que era essa conexão chata? Por que ela continuava a ter os sonhos? Ela queria se distanciar de tudo aquilo. Olhou para o filho, fechou a mensagem e voltou a dar atenção a ele.

Respire e Inspire

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Já mergulhou na imensidão dos problemas?

Já se sentiu num buraco sem fundo e sem rumo?

Já mergulhou na escuridão mais profunda do seu coração?

 

O tintilar das gotas de lágrimas ao chão,

Os pulsos com cortes pelos tendões,

O coração parando pouco a pouco.

 

A loucura consumindo a agonia,

A agonia em plena sintonia com a escuridão,

Estamos a ver, mais uma canção,

Um canção de solidão.

 

Acorde, respire e inspire,

Relaxe, se atenue,

Foque em algo,

Respire e inspire,

O pânico não pode assumir o controle.

 

Respire e inspire,

Se agarre ao saco de papel madeira,

Respire e inspire,

Chore, tintile gota a gota no chão,

Respire e inspire,

E finalmente feche os olhos e durma.

 

 

 

No Chão

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Ela estava cansada de ser brinquedo nas mãos alheias. Estava exausta de só se lascar nessa vida. Estava cansada de chorar feridas que nunca se fechavam e quando estavam finalmente sarando sempre vinha alguém e a colocava ao chão novamente. Aah o chão, esse ela já conhecia bem. Ela já estava acostumada a cair e se levantar. Mas agora, ele parecia tão convidativo. Tão gelado, tão confortável. Se pudesse não se levantava dali. Morreria ali, friamente bem. Longe de pessoas e de confusões. Mas infelizmente, ela tinha que levantar, por uma máscara de um falso sorriso e fingir que tudo está bem. Uma folha, um lápis ou uma caneta. Tudo que precisava. E a música pra conforta-la nas noites mais solitárias.

A melancolia sumcubia

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Era um misto de raiva, tristeza e angustias

Um tom preto borrava seu dia,

A melancolia sucumbia,

E de escuridão o peito fazia.

 

Sozinha, caminhando sem rumo,

Os fones aos quais lhe trazia paz e alegria,

Agora tocava músicas que lembravam ele.

Ela fechou os olhos e tentou pensar em outra coisa.

 

Ela o viu sentando tocando violão,

E cantando num timbre único dele,

A música que ela ouvia com aflição.

 

Jogou os fones e o celular ao longe,

Enfiou-se no livro que estava lendo,

Concentrou-se nele e ali se escondeu novamente.