Eles

Era tamanha a dor, que apenas anestesiou. Parou de doer. Ela estava vazia novamente. Até que ele cruzou o caminho dela. Ela queria algo a que se agarrar, por mais temporário que fosse. Ele não queria se agarrar a nada. Ele não estava em sã consciência. Mas ele não sabia que ela também estava assim. Eles conversavam, discutiam, mas sempre dava no mesmo. Era tamanha a loucura, que quando terminava, cada um seguia sua vida, e ambos estavam assim. Ele com medo dela se iludir e se apegar. Ela com medo de ser deixada pra trás novamente. Ela não ligava pra o que eles tinham, ou que faziam, ela só queria a companhia de alguém. Era um ligação, onde ambos não esperavam nada um do outro, unidos pela dor, e por desejos carnais. Ela seguia com os pensamentos confusos. Ela tentava sentir algo, mas só afeto existia ali. Um instinto de proteger e cuidar. Sem obrigações ou amarras. Ela apenas aceitou as escolhas dela, e deixou fluir e ver no que dar.  Ele era importante pra ela, mas não era alguém que ela amava profundamente. E acho que é isso que tornar as coisas bem mais fácies pro dois. E no calor do momento dois corpos aqueciam-se um ao outro, esperando assim sentir um êxtase de prazer, onde ambos poderiam por um momento esquecer o que os afligiam.

 

Costurando a alma


Eu olho e finjo estar tudo bem. 
Mas quando eu me tranco no meu mundo. 
Eu tento ocupar minha mente, 
E não divagar através de seus olhos,
O labirinto mais profundo que eu caí.
Promessas vazias de dias melhores, não foram alcançados. 
E eu estou aqui, em meio a devaneios. 
Um café para acalmar. 
Um cigarro para tragar.
Mas ainda está vazio, sem você!

Mais um livro por favor,
Mais uma história a embalar minha mente,
Mais um artificio displicente,
Um mundo inexistente,
Ao qual me prendo desesperadamente. 

Submersa no ultimo gole de lágrimas,
Onde a alma ferida, se remenda pouco a pouco,
Costurando no lugar uma cicatriz profunda,
Remendando buracos profundos
E assim, seguindo em frente,
Sem olhar pra trás.
 

O brilho

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Era sereno e tentador,
O brilho do mel dos teus olhos.
Era frio e devorador,
O brilho do mel dos teus olhos.

Nos pés, botas de combate,
De um verdadeiro Galanteador.
Calças surradas de batalhas nunca vista,
De um verdadeiro batedor.

Era tamanha agonia,
Que até a calmaria,
Se acentasse no brilho do sorriso,
Do sorriso dos seus olhos.

Vai ser feliz

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Beija teus pecados,

Agarra teus erros,

Honra tua história,

E brinda tuas vitórias.

 

De experiências, bem vividas,

Assim se faz a vida,

Aproveita cada milésimo de segundo,

Do minuto, da hora marcada.

Abraça tuas oportunidades,

Mas abraça com garra e com gosto.

 

O suor que hoje derramas,

Será a limonada que amanhã irás saborear,

Curtindo uma piscina, sem o tempo, de se importar.

 

Junta tuas lagrimas,

Junta tuas experiencias ruins,

Afoga uma nas outras,

E segue em frente,

Vai ser feliz.

Silêncio

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Não me julgue,

Se afaste,

Não pergunte,

Se afaste.

 

O silêncio foi o melhor que pude dar,

Ele não agride com palavras de pedras,

Ele só incomoda um pouco.

 

Não tente entender,

Se afaste,

Não tente dizer que se importa,

Se afaste.

 

Você nunca se importou,

Terceu sua teia,

Enrolou suas mentiras,

E assim fez vitimas.

 

Eu? Ela? Ou a outra?

Quantas eram? Não sei.

Seus flertes bem visíveis,

Seus teatros bem a vista.

 

Não me agrida com a intenção que eu responda,

Suas palavras se esvaziaram por entre meus dedos,

Deixando um tanto faz para tudo.

Os rostos conhecidos emaranhado-se,

O café esfriando-se pouco a pouco,

E o coração congelando-se.

 

 

Rotina

Era manhã, as olheiras estavam bem a amostra, ela se olhou no espelho e contemplou aquela imagem acabada,o cabelo branco como flocos de neve, caídos em uma franja reta nos olhos. Era mais um dia que teria que sobreviver aquilo tudo. Calantha sentou-se na cama novamente e fitou o vazio. Estava sozinha como sempre, as noites mal dormidas tinham dois únicos motivos: o seu filho ou o cara que bagunçava sua cabeça. Teria passado a noite se virando para o lado e para o outro, a busca de conseguir dormir, quando não conseguia dormir, se fechava no seu mundo literário, lia de romances bobos a possessões demoníacas. Por mais que passassem dias a fio com medo, ela agradecia o desvio de pensamentos dele. Ela agora deitava de novo na cama, e olhava ao seu lado aquele pequeno serzinho lindo. Uma bolota fofa. E sorria. O filho dela dormia com a bundinha pra cima, e a chupeta na boca, fazia um barulho pequeno, parecido com um ronco. Ela pegou o celular, oito mensagens. Quatro eram só da sua mãe, duas eram bom dia de dois amigos e as outras duas era dele. Ela abaixou a cabeça, esfregou os olhos, e rebolou o celular de volta na cama. Pegou seu filho, colocou no berço. dirigiu-se a cozinha. Pôs água pra ferver, arrumou os brinquedos espalhados pela sala. Alinhou tudo na estante. Foi ao banheiro, terminou de fazer o xixi matinal e jogou-se no banheiro, tomou banho rápido. Dirigiu-se ao guarda roupa se vestiu. E ouviu aquele chorinho conhecido, indicando que seu filho tinha acordado, trocou sua fralda, e o pegou nos braços dirigiu-se a cozinha desligou o fogo. pos o bebê no sofá. Ligou a TV no desenho favorito dele. Deu água a ele. Foi fazer o leite dele. Tirou as roupas do varal.. Fez uma xícara de café e sentou no sofá ao lado do filho contemplando a vista dos prédios, da varanda do seu decimo andar. Observou o filho, que desceu do sofá e foi em direção a varanda, tentar bisbilhotar o que tinha além da mureta ao qual ele não conseguia enxergar, ficou de pontas de pé e mesmo assim não conseguia ver. Ela observou com curiosidade o que o filho fazia. Ele virou-se e foi em direção a ela, agarrou no dedo dela e a puxou. Ela levantou-se e o deixou guia-la, chegando na varanda, ele apontou pra cima  e pediu braços. Ele o colocou  de novo nos braços, deixou a caneca vazia na estante. e olhou pra vista de prédios. O filho agora gargalha e batia palminhas. E olhou que a quele simples gesto o deixava feliz. Demorou-se mais um pouco ali com ele e ele pediu pra descer. Ela colou no chão e deu seu caminhão de brinquedo.  Depois pegou a caneca, vazia e dirigiu-se a pia. colocou água  e deixou ela repousada lá. Lembrou-se do celular e das mensagens de sua mãe que não responderá. correu ao quarto, pegou seu celular, respondeu ela e os amigos. E olhou de novo a mensagem dele. Abriu, leu e ficou parada pensativa. Voltou pra sala com celular na mão e olhou pro filho traquinando. Riu, tirou ele de onde estava, disse que não era pra mexer ali e deu seus brinquedos a ele, pegou o celular de novo, ainda aberta na mensagem dele. Ela não sabia o que responder. Metade dela queria dar oi e bom dia e fingir que nada acontecia. Mas tudo havia acontecido. Tudo que ela não espera. Coisas escondidas, conversas estranhas, o modo com ele agia furtivamente, sem querer dar satisfações. Ela o acompanhava, cada curtida, cada interação em redes sociais. Até que ela se machucou, cansou e não soube mais como agir. Ela era mais uma novamente. Havia caído mais uma vez numa lábia. O rosto inocente dele, o modo quando se expressou quando era acusado das coisas. Eles já haviam brigado duas vezes. Por mais distantes e chateada, ela sofria mudança de humores sem entender. E quando falava com ele, via que ele estava do mesmo jeito. O que era isso? O que era essa conexão chata? Por que ela continuava a ter os sonhos? Ela queria se distanciar de tudo aquilo. Olhou para o filho, fechou a mensagem e voltou a dar atenção a ele.

Respire e Inspire

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Já mergulhou na imensidão dos problemas?

Já se sentiu num buraco sem fundo e sem rumo?

Já mergulhou na escuridão mais profunda do seu coração?

 

O tintilar das gotas de lágrimas ao chão,

Os pulsos com cortes pelos tendões,

O coração parando pouco a pouco.

 

A loucura consumindo a agonia,

A agonia em plena sintonia com a escuridão,

Estamos a ver, mais uma canção,

Um canção de solidão.

 

Acorde, respire e inspire,

Relaxe, se atenue,

Foque em algo,

Respire e inspire,

O pânico não pode assumir o controle.

 

Respire e inspire,

Se agarre ao saco de papel madeira,

Respire e inspire,

Chore, tintile gota a gota no chão,

Respire e inspire,

E finalmente feche os olhos e durma.